Perspectiva

Foto por Thiago Monteiro bernardo - agosto de 2007
Muito se passou. Não sou mais o mesmo de dois anos atrás. A dois anos tenho um trabalho diferente, a dois anos venho tentando terminar fragmentos perdidos de memórias adolescentes e a dois anos defini o caminho que não quero seguir.
Ainda é cedo para falar em reestréia. Aponto apenas uma perspectiva. Um olhar para o alto em busca de algo se não melhor que o do passado, ao menos tão bom quanto. Retorno em breve.
Vida após a Gripe: mentiras e verdades
Conforme o tempo passa, cada vez fico mais frágil a gripes. Seriam os vírus se tornando mais resistentes ou seria eu me tornando mais fraco?
Além disso, verdades começam a vir a tona. Descobri, pelo meu exame de sangue, que sou alérgico. Só ainda não sei ao o que. Ou seja, há uma ameaça terrorista apontada para mim ai fora e eu tenho que andar por metr6os de Londres, correndo o eterno risco de não ponderar sobre as consequ6encias de minhas ações.
Em meio a esta semana de ressurreição, procurei trabalhar e ajeitar os preparativos de minha viagem. Estarei indo a Londrina - PR este fim de semana para o Simpósio nacional de História. Ainda que esta frase seja um tanto mentirosa. Não consegui comprar roupas de frio e estou viajando para o Sul quando uma frente fria está se aproximando daquela região. Acredito que estou prestes a descobrir que o Rio de Janeiro é realmente uma cidade quente. E tudo se maximiza. E se meus terroristas alérgicos resolverem atacar minhas vias respiratórias em qualquer curva gelada da estrada?
Talvez o melhor a fazer agora seja não se preocupar. Apenas esperar que a roupa que eu lavei hoje seque para amanhã, vestir um “sobretudo” para não congelar e que todo resto se dane.
Em homenagem a este desprendimento e a minha namorada, publico aqui o link para a letra da Música "Dani", do Biquini Cavadão (O UOL não me deixou publicar a música. Disse que eram caracteres de mais. Blogs. Livberdade de expressão limitade por seus caracteres). Essa fica para a minha Dani.

Por lenços de papel
Gostaria de estar falando sobre cartas voadoras, mas neste último fim de semana ganhei um companheiro de viagem inesperado. Um vírus da gripe resolveu compartilhar de minhas células, enquanto viajava para a Ilha Grande. Como todo bom amigo de viagem, ele deixou suas lembranças e agora estou me recuperando dele. Com um pouco de dor no corpo, tosse outras coisas mais.
Por hora é só. Amanhã volto, na esperança de estar um pouco melhor.
Fica aqui a foto do meu simpático novo amigo.

Interlúdios de uma produção, ou Meditações sobre lugares de pensar - capítulo I
O cenário deste ato é um lugar comum em minha dramaturgia interna. Madrugada, aproximadamente 4 horas da manhã. Local, meu quarto. Em frente ao computador, em minha mesa de trabalho. No computador toca algum metal, que serve como entretenimento para as horas de insônia. Angustiado com minhas dúvidas, sento na cadeira gelada pelos ares da madrugada e tento refletir enquanto escrevo. Mas sobre o que será este texto? É preciso que ele seja vibrante, afinal vai marcar uma reestréia. Mas qual tema poderia fazer dele um sucesso. Já sei, posso falar de... não, isso já está passado demais. Seriam as mesmas idéias só com formas diferentes para quem nunca as leu. O curioso é que essa idéia parecia a princípio, ser muito boa. E esse é o problema, não a solução dele. Talvez se eu parar de olhar para essa formiga andando na minha mesa, eu pudesse pensar em algo melhor. A fumaça do incenso aceso no chão sobe e se põe entre a imagem de meus olhos e a tela do computador, criando uma separação tênue entre o escritor e o texto. Inicia-se a divagação: Penso nas cartas que se acumulam como penas caídas de alguma ave na soleira de minha porta. Quando um vendo fará com que elas ganhem vida e voltem a voar? Fim da divagação. Hora de voltar a me centrar no texto. Afinal, não foi assim que eu aprendi que se escreve uma redação nos idos tempos em que fazia pré-vestibular? Início de nova divagação: Pré-vestibular, nossa, isso já faz tanto tempo. Quantos anos? Espere, deixe-me contar. Simplesmente inacreditável. Oito anos e nada parece ter mudado tanto assim. Oito anos são quase uma década. O que será que houve neste tempo que passou tão desapercebido por mim? Lembro dos dias de aula de 1997. A correria de manhã para tentar chegar cedo no colégio em um esforço quase sempre inútil, como é válido lembrar. A minha namorada esperando no telefone público da esquina, com juras de que não me esperaria no dia seguinte, esperando sempre, também é válido lembrar. Os sonhos passando rápido diante de meus pés. Os lanches em frente ao colégio, os momentos de dúvida e de escolha sobre o futuro. Sem dúvida aquela foi uma hora decisiva para a situação na qual estou agora.

Ensaio Geral

Os testes de elenco já foram feitos e os ensaios estão começando. Em breve o Globe Theatre será reconstruido e Gotham voltará a ter um palco ao seu dispor. O dia já está nascendo, é hora dos atores descançarem. Teatro foi feito para a noite, não para a manhã (ainda que este fique para o amanhã...). Obrigados por todos que vieram conferir minhas escrituras dramatizadas no tópico abaixo e por seu carinho tanto por mim, quanto por este meu cantinho virtual. Prometo agradecer a cada um de forma especial.
Abraços e até breve
Saindo de cena
Não quero entrar em detalhes aqui, mas minha vida pessoal está em crise. Por conta disso, vou sair de cena, apagar a luz desse pequeno teatro até quem sabe, um dia onde eu possa recompor meus pequenos pedaços e os atos voltem a fazer sentido. Aos amigos, muito obrigado por todo esse tempo.
Um abraço,
Thiago

Olhar privilegiado sobre o ignorado
Bom dia a todos. São 06:46 da manhã em meu computador e eu ainda não dormi. Devo partir em breve para resolver algumas pendências profissionais, deixando outras pendências mas pendentes ainda. Em 5 horas de trabalho escrevi apenas algumas poucas linhas. Uma “contra-força” a força (ou seria forca? Nunca reparei quanto poder possuía a cedilha) falha que não emanou do texto ou desse escritor durante as duas últimas madrugadas. Sem palavras, busquei imagens. Pensando bem, este é o melhor texto que escrevi hoje, o que me deixe preocupado em relação à qualidade do restante que foi digitado em meu processador de texto nas últimas horas. Um grito entalado na garganta que os olhos sonolentos já não conseguem mais acompanhar nas linhas tremulas dispostas em minha frente. Respondo a esse dito do que não foi expresso com a imagem abaixo. Sem muitos textos explicativos a não ser os que ela própria brada. 6:55 em meu computador, termino de escrever este texto.

(Charge de Angeli, publicada em seu site: http://www2.uol.com.br/angeli/)
Estados Unidos, vistos por um Pandeiro brasileiro
Continuando minhas reflexões sobre os EUA, que nada tem haver com a novela América, mas sim com minha pesquisa de mestrado, vou me valer mais ma vez da letra de uma música. Contudo dessa vez, inverti o olhar. No lugar de buscar com os norte-americanos (ou estadunidenses, como prefiram) enxergam a si mesmo e ao mundo, busquei a voz de um brasileiro. Jackson do Pandeiro (1919-1982) foi uma escolha fácil. Em sua música Chiclete com Banana, este compositor paraibano consegue capturar um aspecto bem interessante das relações culturais entre o Brasil e os Estados Unidos. Sem mais delongas, vamos a música.
Chiclete com Banana (Jackson do Pandeiro)
Eu só boto bi-bop no meu samba
Quando o Tio San tocar um tamburim
Quando ele pegar no pandeiro e no zabumba
Quando ele aprender que o samba não é rumba
Aí eu vou misturar Miami com Copacabana
Chiclete eu misturo com banana
E o meu samba vai ficar assim
Eu quero ver a confusão
Olha aí no samba-rock meu irmão
É mas em compensação
Eu quero ver o bugui ugi de pandeiro e violão
Quero ver o Tio San de frigideira
Rumo a batucada brasileira

Enxaqueca e reflexões de Páscoa
Cena I, início de madrugada de sábado. Fui dormir bem mais cedo do que de costume. As vezes a enxaqueca é um ótimo sonífero. O início do sono vem fácil, porém logo ele é perturbado por sonhos com imagens rápidas e inconstantes. Sou despertado pela sede. Caminho até a cozinha e enquanto bebo água, sinto a dor de cabeça voltar, vindo por de trás dos olhos e da nuca. Olho a hora e começo a fazer cálculos de quanto tempo já dormi e o quanto ainda falta para dormir 8 horas.
De volta a cama, teto retomar o sono. As imagens se tornam cada vez mais rápidas e o sono por fim vai embora. Lembro de que estamos na páscoa, que não conclui ainda um capítulo de minha dissertação, que parei de jogar Sonic 3 por não conseguir concluir uma fase e de uma conversa que tive com minha namorada. Ligo a TV, que acaba de conectar todas estas imagens. O sono se foi por completo. Completo a fusão de imagens ligando o computador e iniciando o Word. Essa história deixa de estar no passado e se torna em tempo real. A música prenuncia algo terrível. Olho para trás. Jesus está sendo crucificado na TV. Não sou cristão, mas a narrativa dos evangelhos é sem dúvida trágica. Não sou cristão, mas vivo em uma cultura cristã. Lembro como é possível ser cristão sendo ateu. Ele é uma mensagem de humildade e piedade, para além de uma forma de espiritualidade. As imagens continuam a trazer a tônica cristã de dor, sacrifício e redenção. Uma formula poderosa tanto na teologia quanto na literatura. A tragédia me lembra da dor de cabeça. O texto volta ao seu início.
Atualizando:
1- Havia um erro no texto. A frase original era que, é possível ser cristão sendo ateu, e não o contrário. Por isso modifiquei o conteúdo do post. Caso isso gere algum problema sobre o comentário anterior de algém sintam-se a vontade de vir aqui e fazer outro, está bem? Um abraço a todos os leitores e amigos.
2- Por curiosidade, verifiquei a etimologia de Evangelho. Além do tradicional "Boa Nova", descobri coisas interessantes no Houaiss. Vejam: lat.ecl. evangelìum,ìi 'id.', do gr. euaggélion,ou 'boa notícia', gr. cristão 'evangelho', de eu- 'boa' + ággelos,ou 'mensageiro; mensageiro de Deus, anjo'; ver eu- e angel(i/o)-; f.hist. sXIII auangello, sXIII auangeo, sXIV evangelho
Olá amigos,
Pensando sobre os Estados Unidos e a construção o mito da fronteira na cultura política daquele país. decidi publicar uma música do The Doors que está na minha cabeça. Ela está presente no filme Apocalypse Now (EUA/1979), de Fancis Ford Coppola. Se alguém for pegar esta obra prima do cinema para assistir (que eu recomendo - porém esteja preparado para o mal-estar que ela provoca), ela é a música da primeira seqüência do filme, onde aparecem helicópteros em vôos horizontais na tela, em frente a uma floresta em chamas. Uma das seqüências mais emblemáticas sobre a temática da Guerra já produzidas no cinema. Uma guerra que não salva, não redime, nem produz heróis. Ela apenas destrói. A música, tanto por sua concepção rítmica (que faz referência a imagem dos duelos e da luta contra a wilderness, nos filmes de far-west) quanto pela vigorosa, e necessariamente incisiva, poética de sua letra. Sinto muito colocar a letra só em inglês, mas sinceramente, não saberia como traduzir a multiplicidade de sentidos de algumas de suas palavras. Sei que isso restringe um pouco a leitura, por isso, desde já, peço desculpas aos que não lêem inglês.

The End (The Doors)
This is the end
Beautiful friend
This is the end
My only friend, the end
Of our elaborate plans, the end
Of everything that stands, the end
No safety or surprise, the end
I’ll never look into your eyes... again
Can you picture what will be
So limitless and free
Desperately in need... of some... stranger's hand
In a... desperate land
Lost in a Roman... wilderness of pain
And all the children are insane
All the children are insane
Waiting for the summer rain, yeah
There's danger on the edge of town
Ride the King's highway,
Weird scenes inside the gold mine
Ride the highway west, baby
Ride the snake, ride the snake
To the lake, the ancient lake, baby
The snake's long, seven miles
Ride the snake... he's old, and his skin is cold
The west is the best
The west is the best
Get here, we'll do the rest
The blue bus is callin' us
The blue bus is callin' us
Driver, where're you taken' us
The end of laughter and soft lies
The end of nights we tried to die
This is the end
Trabalhos e caminhos
Olá para todos!
É inacreditável como estou ocupado. Estou fazendo análise e decupagem de algumas histórias em quadrinhos. Como a leitura se torma mais dura quando vc tem que reparar em cada quadro, em cada frase e em cada detalhe. Ao longo de minha trajetória acadêmica, muita gente brincou comigo, dizendo que meu trabalho era "ler gibi". Mas nestes tempos de reclusão e trabalho, este tipo de brincadeira se torna potêncialmente perigosa.
Perdido no meio de tanto trabalho, mal tive tempo de escrever alguma coisa. Por isso, publicarei um texto antigo, mas que ainda não perdeu de todo sua relevância, ainda que dialogando pouco com minha fase atual de produção. Muito mais do que desconstruções, estou buscando atualmente, realizações. Em minha crônica baixo, falo de viver em fronteiras. Hoje, estou bem mais decidido a transpor fronteiras.
Desta forma, este texto não é um clássico, pois estes possuem, por mais que isso cause uma certa ojeriza a minha formação de historiador - que procura, normalmente a especificidade, no lugar da semelhança - , um caratér universal. Este texto é muito mais uma impressão, uma foto de um estado de ser, escrita em um momento de dúvida, ao som de Scorpions.
Um abraço a todos
Pequena tratado sobre como a ciência deve evitar tratados
Em meio a argumentos incompletos estou afogado. Sonhos que se despedaçam em uma geometria quântica de previsibilidade caótica. Nesta distorção de imagens uma dimensão tão frágil e intuitiva como a de espaço-tempo se desfaz com facilidade. Horas como segundos, semanas como horas e quilômetros como pensamentos.
Amarras científicas que não me deixam navegar. Onde está o sabor de ir ao impulso da maré, aquela que só é possível se conhecer através da vivência da sensibilidade, e não pelos designos de fórmulas consagradas? Qual a utilidade de um compasso para medir um universo descompassado. Como a balança nas mãos de uma cega, a espada cinde sobre o pensamento abrindo caminhos. De um lado, ideal-tipos canônicos, seguros e reconhecidos. De outro um terreno pantanoso, perdido entre "a força" e os socos desferidos por alguém com "olhos de tigre", naquele dia em que a terra parou, após 29 dias na prisão, que só pode ser reconhecido através de um tipo especial de percepção e método.
Seria o preço de ter escolhido um caminho de fronteira ser um eterno outsider, cuja noção de pertencimento não cabe nos mapas de nenhum dos mundos ao qual ele é fronteiriço? Talvez. Contudo, mas uma vez talvez, seja mais provável que a resposta não seja encontrada e meu destino não seja predizível por qualquer oráculo de Apolo. Estranha ironia, um rurouni desejando os braços da dama segurança. Mas não são estas mesmas ironias que marcaram até agora as escolhas por este caminho?

Felicidade
Eu havia escrito um texto sobre a felicidade. Porém o UOL apagou, ants que eu pudesse salva-lo. Motivo, Log-on expirado. Mas tudo bem, não irei me abater por isso. Porém, achei a lista abaixo, com alguns mandamentos, que devem ser sumariamente desrespeitados se assim você quizer, que contemplam parte do que estava no meu texto. Um feliz achado, já que o encontrei enquanto procurava uma imagem para meu texto original. Tentei recuperar e reescrever o texto original, mas não consegui mais achar o tom nem a leveza necessárias para escreve-lo novamente. Da próxima vez, devo me lembrar de escrever tudo no editor de texto antes de passar para cá. Bom, paz e felicidade para todos.
COMO LIBERTAR-SE DE VELHOS HÁBITOS E VIVER EM PAZ
(por Tich Nhat Hahn, monge budista do Vietnã)
- Não adorarei e não me vincularei a nenhuma doutrina, teoria ou ideologia, mesmo o budismo. Considero todo sistema de pensamento um guia ao longo da vida, e não considero nenhum deles como a verdade absoluta.
- Não acreditarei que a consciência que atualmente possuo seja a verdade absoluta e imutável. Não terei uma mente estreita, ligada às minha opiniões atuais. Praticarei o não-ligamento às opiniões para permanecer aberto ao ponto de vista dos outros; A verdade se encontra na vida, não nas noções intelectuais; Me manterei sempre disponível a aprender da vida, observando constantemente a realidade em mim mesmo e no mundo.
- Não constringirei com nenhum meio outra pessoas, inclusive as crianças, a adotar as minhas opiniões, nem com a autoridade, nem com a ameaça, o dinheiro, a propaganda e muito menos com a educação. Em vez disso, através do diálogo compassivo, ajudarei os outros a abandonar o fanatismo e o fechamento mental.
- Não evitarei o contato com o sofrimento, não fecharei os olhos diante da dor. Não perderei nunca a consciência de que o sofrimento e ainda presente no mundo. Procurarei estar próximo a todos aqueles que sofrem, com todo tipo de meios: contatos pessoais, visitas, imagens, sons. Assim acordarei a mim mesmo e os outros à realidade do sofrimento no mundo.
- Não acumularei riqueza enquanto milhões de homens sofrem de fome. Não colocarei como objetivo da minha vida a fama, o lucro, as riquezas ou o prazer dos sensos. Viverei de modo simples, compartilhando tempo, energia e recursos materiais com aqueles que estão necessitados.
- Não alimentarei raiva e ódio. Apenas raiva e ódio insurjam, praticarei a meditação sobre a compaixão com o objetivo de compreender profundamente a pessoa que os causou. Me exercitarei a olhar os outros seres com os olhos da compaixão.
- Não me dispersarei nas distrações e nos múltiplos estímulos externos. Praticarei a meditação para recompor corpo e mente, para desenvolver a consciência, a concentração e a compreensão.
- Não pronunciarei palavras que possam criar discórdia e causar fraturas na comunidade. Farei todo o possível para conciliar e resolver conflitos, inclusive o menor deles.
- Não direi palavras mentirosas por interesse ou para impressionar os outros. Não pronunciarei palavras que causem divisão e ódio. Não difundirei notícias das quais eu mesmo não tenha a certeza. Não criticarei e não condenarei aquilo de que não sou seguro. Falarei sempre de modo verdadeiro e construtivo. Terei coragem de pronunciar-me abertamente em todos os casos de injustiça, também quando isso possa ameaçar a minha segurança pessoal.
- Não usarei a comunidade para vantagem ou proveito pessoal, e não procurarei transformá-la num partido político. Enquanto membro de uma comunidade religiosa, assumirei no entanto uma firme posição contra a opressão e a injustiça, e me esforçarei para mudar a situação sem cair em conflitos partidários.
- Não exercitarei uma profissão prejudicial aos homens ou à natureza. Não investirei dinheiro em atividades econômicas que privem outras pessoas de recursos vitais. Escolherei um trabalho em harmonia com a realização do meu ideal de compaixão.
- Não matarei e não permitirei que outros matem. Me servirei de todos os meios para proteger a vida e prevenir a guerra.
- Não me apropriarei daquilo que por direito pertence a outros. Respeitarei a propriedade alheia, mas lutarei para que ninguém se enriqueça provocando sofrimento aos homens e aos seres viventes.
- Não maltratarei o meu corpo mas o tratarei com respeito, sem considerá-lo um simples instrumento. Conservarei as energias vitais (do sexo, da respiração e do espírito) para a realização do Caminho. Me absterei da sexualidade que não comporte amor e empenho recíproco. Considerarei os relacionamentos sexuais consciente do sofrimento que podem provocar. Serei plenamente consciente da responsabilidade de pôr no mundo novas vidas, e meditarei a respeito do mundo no qual pretendo fazer nascer novos seres.
Kyoto
Em uma homenagem ao estabelecimento do protocolo de Kyoto, alterei a templete de meu Blog. Tudo bem que Gotham seja uma cidde, mas acho que um pouco de ar livre, mesmo que virtual, será muito bom. Me digam se vocês gostaram.
Adiantando um pouco o assunto sobre a aventura literária, tentarei passar por diferentes lugares de memórias, reencontrando um pouco meu passado e, de certa forma, construindo uma representação da história do lugar onde vivo. O estranho é que todas as estações dessa viagem, que já estão comigo tem como pano de fundo o ambiente norturno. Porque será? Psicologo(a)s de plantão, decifrem os sinais simbólicos largados pelo caminho.
E a primeira parada desta viagem literária será a Rodoviaria de Campo Grande. Mas detalhes em breve.
Início da aventura literária
No dia 18 de maio de 2004, me propus a iniciar um projeto literário. Contudo, no meio dessas notas sem melodia que pertubam a nossa vida, alguma coisa se perdeu. Assim, me proponho a retomar este projeto. Vou publicar o primeiro poema, escrito no ano passado mesmo. Naquela ocasião, não quiz publica-lo por achar que ele era pessoal e intimista demais. Na verdade, ainda penso que ele nasceu não para ser publicado, mas sim para demarcar um início autoral. Uma ponte entre consciênte e inconsciênte, necessária para minha prosta poética. Não pretendo explica-la agora. Aos poucos, ela será desvelada.
Por isso, decidi alterar seu último verso. Assim, ele é menos uma "chave" e mais um "portão".
Prelúdio a uma explicação poética que narra eventos esquecidos
Haveriam solos sagrados
Preso ao passado de fragmentos
Espalhado por cacos de espelhos quebrados
Revelados e refletidos pelo olhar
Olhar úmido, de pálpebra vacilante
Não se encontra frente à foto
De um passado distante
A busca do colo maternal
Dá lugar a uma busca cabal
Que criatura essa
que as brumas do tempo
incógnita atravessa
Ou seria a ausência de algo a não ser dito,
A chave para a explicação de uma falta eterna
Não lugar de se estar
Afim de frente ao outro se confrontar
E deu certo!
Caramba, não é que deu certo o plano do "anel dos blogs legais"? Não que eles não fossem interessantes antes, mas é que ninguém se preocupava em indica-los como legais. Fiquei muito feliz. Obrigado a todos que fizeram essa indicação.

Levantando meu ego
http://blog.uol.com.br/stc/indicar.html
Vamos lá pessoal, ajudem a levantar o ego deste escriba. Dêem um pulo até este link indiquem o Gotham como um blog legal. Vamos fazer o anel da pitangueira de blogs legais, para indicarmos uns aos outros! 
Alvorecer
Gostaria de ver o sol nascer, com a mesma constância que o vejo se pôr. Todo dia uma nova esperamça é depositada. Porém não é estranho que vivênciemos mais o fim do ciclo do que seu início. Raramente estamos livres para simplesmente observar quando o dia amanhece; ou estamos dormindo, ou no banho, ou com pressa a caminho de algum lugar.
As últimas semanas foram marcadas por fortes crises pessoais, onde, projetos se comportaram tal qual estrelas cadentes em uma chuva de meteoros. Porém, sobrevivi, ao menos até o presente instante. Agora, é arcar com as consequ6encias de minhas conclusões. Por sorte tenho pessoas queridas que me apoiam. por sorte, tenho a Daniela ao meu lado. Por sorte, tenho ainda a mim mesmo.
Sei que isso tudo não tem muito sentido, caso tomemos uma acepção mais linear, mas é o que rege o atual mapa astrológico. Mais novas em breve.

Tudo o que sinto é dor.
Dor que causa dormência. Que não é ferida, mas sim tumor.
Uma dor que doi tanto que nem sei de onde doi.
Futuro rasgado, de persectivas imprecisas.
Bom, por hora é só. Mas tudo passa. Isso também deve passar. Abraços a todos.
Manuais de sobrevivência na cozinha solitária
Esse post é mas uma indicação. Achei esse blog bem interessante e para voc6es. Afinal, Gotham também teria que ter seus restaurantes, não é? Além disso vou adiciona-lo a minha seção de links. o endereço é http://comida.zip.net/

Canções
Aproveitando o cancho dado pelo Gus no comentário da mensagem anterior, vou também me utilizar da música para expressar meu estado de ação e de espírito, caminhando entre a "Roda-Viva" de Chico Buarque (1967) e "Teatro dos Vampiros" da Legião urbana. A primeira, sobre o tempo, cada vez mais opressor e a segunda sobre as transformações de nossa vida mediante a necessidade e inevitabilidade da passagem desse mesmo tempo. Volto em breve, se não enlouquecer de trabalho antes.
Roda Viva
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá
Roda mundo (etc.)
A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá
Roda mundo (etc.)
O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá
Roda mundo (etc.)
E, por fim, nosssa encenação no Teatro dos Vampiros
Teatro dos Vampiros
Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
E desses dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos.
Este é o nosso mundo
O que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez é sempre a última chance.
Ninguém vê onde chegamos:
Os assassinos estão livres, nós não estamos
Vamos sair - mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas.
Vamos lá tudo bem - eu só quero me divertir
esquecer, dessa noite ter um lugar legal pra ir
JÁ entregamos o alvo e artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas possam se encontrar.
Quando me vi tendo de viver comigo apenas
E com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir
Vamos sair - mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas.
Vamos lá tudo bem - eu só quero me divertir
esquecer, dessa noite ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim, não tenho pena de ninguém
|
|
|



|
Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, CAMPO GRANDE, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Cinema e vídeo, Livros, Amigos, RPG e HQs.
|
|
|
 |
|
|
|
|
 |
|
|
|
|
 |
|
|
|
|
 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Visitante número:
 |
|