Temos também que nos entregar a outras coisas além desta relação de consumo e ansiedade, não é mesmo? Então, uma nova poesia para vocês, dessa vez retirada dos Broquéis de Cruz e Souza:
EM SONHOS...
Nos Santos óleos do luar, floria
Teu corpo ideal, com o resplendor da Helade...
E em toda a etérea, branda claridade
Como que erravam fluidos de harmonia...
As Águias imortais da Fantasia
Deram-te as asas e a serenidade
Para galgar, subir à Imensidade
Onde o clarão de tantos sóis radia.
Do espaço pelos límpidos velinos
Os Astros vieram claros, cristalinos,
Com chamas, vibrações, do alto, cantando...
Dos santos óleos do luar envolto
Teu corpo era o Astro nas esferas solto,
Mais Sóis e mais Estrelas fecundando!
Estar duro é foda, não é mesmo. Economiza daqui, tira dali, tudo para ver se sobra um graninha para a gete se dar "ao luxo"de comprar o necessário para a sobrevivência de um pós-graduando (livros) e algums outros bens de consumo (lanches em fast-food e HQs).
Sonhos de consumo atualmente são cada vez mais utópicos. Tirando as coisas muito caras (como casa, carro e casamento), quais são os atuais sonhos de consumo de vocês?
Olá Pessoal!
Passei a quarta-feira tentando atualizar meu Currículo Lattes. Oh coisinha complicada! Além do formulário ser algumas vezes confuso, por não trazer informações exatas, o trabalho ainda chato, chato. Resultado: Vou ter que terminar de fazer isso hoje a noite.
Bom, mas isso não interessa muito a vocês né? Afinal, quem quer saber de burocracia acadêmica? O importante é que eu acrescentei novos links ao Gotham City. Um, especialmente para os moradores de Campo Grande, com a programação da Lona Cultural. O outro, com o endereço da Biblioteca Virtual do Estudante da USP. Têm muita coisa interessante por lá. desde e-livros de grandes autores da literatura, até iconografias (As pranchas da Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, de Jean Debret, estão disponíveis para download) e materiais diversos, como as apostilas do telecurso 2000 e os PCNs. Uma ótima fonte de referência para estudantes e um bom lugar para professores (caros colegas de profissão) obterem material interessante para as suas aulas. Realmente foi uma grande iniciativa da USP.
Ah, antes que eu me esqueça: Alexandre, esse é o CREONTE! Ai ele está caido no chão do meu porão após ter desmontado a cadeira quando foi sentar.

O Gus comentou sobre esta notícia no Jornal da Globo. Fui até o site do referido
telejornal e achei um tópico sobre este assunto, o qual reproduzo abaixo:
Primeiro aparece apenas um e de repente surgem vários objetos brilhantes em movimento. Durante a gravação, o operador de radar se espanta e se comunica com o piloto.
Segundo a televisão, as imagens foram gravadas com uma câmera infravermelha e não foram editadas, nem alteradas.
O jornalista Jaime Mausani, que estuda objetos não-identificados há mais de 20 anos, disse ter recebido a fita do próprio ministro da defesa. As imagens foram feitas em março deste ano supostamente pela Força Aérea Mexicana, enquanto os militares faziam uma operação de busca a traficantes de drogas.
Sinistro!

Posto abaixo uma letra da Legião Urbana que fala bem sobre este momento.
MARCIANOS INVADEM A TERRA (parte 1)
Diga adeus e atravesse a rua
Será que existe vida em Marte ?
E quando acho que estou quase chegando
Tenho que dobrar mais uma esquina
E mesmo se eu tiver a minha liberdade
Não tenho tanto tempo assim
E mesmo se eu tiver a minha liberdade
Será que existe vida em Marte ?
Apesar de não estar chovendo hoje no Rio de Janeiro, como poderia se entender pelo título desta mensagem, estou no meio de uma tempestade de informações. Esse título eu retirei de uma música da Legião Urbana, não muito connhecida, que fala sobre companheirismo e amigos em momentos ruins. Alguns de vocês devem estar sabendo das coisas desagradáveis que estão ocorrendo no IFCS, minha antiga faculdade. Uma das faíscas desse incêndio me atingiu, me deixando chateado. Porém, não vou ficar triste. Ninguém tem o direito nem o poder para me deixar assim. Ainda mais quando eu recebo comentários tão legais de amigos como vocês que estão dividindo comigo este pedacinho virtual / real de minha vida. Gostei muito de todos os comentários sobre minha poesia/conto. Além disso, estou em uma ótima fase em minha nova casa acadêmica: a Uff!
Tomei coragem e resolvi publicar um escrito meu aqui em Gotham. Trata-se de um pequeno conto, com ares de poesia,que eu começei a escrever em 1998. Contudo, ele desapareceu e eu só o reencontrei a poucas semanas.Tentei termina-lo, reescrevendo-o, incorporando novas idéias. As suas forças que nele entram em conflito, tomaram nome: Eros e Thanatos - os gigantes idianos da psicanálise. Contudo, percebi que ele não devia ser terminado. Sua melhor forma de expressão é assim mesmo, inacadado e incompleto, pois o conflito que ele apresenta é individual e diverso. Seria impossível para mim apresentar uma resposta universal para ele.
Conto Inacabado
No entardecer as coisas parecem ser sempre mais claras; as plantas, os sorrisos e até mesmo as idéias são tomados por este estranho efeito. Caso acredita-se mesmo nisso, poderia dizer ser algo até mesmo mágico. A luz amarelada dos últimos raios de sol singra o horizonte refletindo nas nuvens a tudo banha, trazendo um momento diferenciado de percepção e reflexão.
Porém, quando escurece, o giro celeste, tal qual pretensiosa roda da fortuna, lança mão de seus artifícios.
Tomando o véu negro cintilado de estrelas, embebeda-o em óleo de papoula, enganando as paixões do pobre poeta. Por uma face, a grande senhora dos reinos sombrios trás ao amante o conforto do leito da amada, permitindo que através de sua pele e seus lábios se percorra em prazer à eternidade da experiência humana.
Por outra nós pobres criaturas, divididas na alma pela batalha de dois gigantes eternos somos postos também à prova. Thanatos incendeia o espírito, com suas máquinas de guerra, capazes de fogo cuspir. Abrem-se abaixo das outrora tão seguras plantas dos pés fossas enevoadas, cujo odor envolve o espírito, toma os sentidos e explode no peito. Esta mesma neblina, densa e tensa, faz-se círculo, sufocando as grandes aldeias de nosso tempo, como limitando as marcas de arenas.
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