Um pouco de contra-cultura para nos lembrarmos de nossa esperança. Com vocês, a Canção, o último poema do Uivo de Allen Ginsberg!
Canção
O peso do mundo
o peso
o peso que carregamos
é o amor.
Quem poderia negá-lo?
Em sonhos
nos toca
o corpo,
em pensamentos
constrói
um milagre,
na imaginação
aflige-se
até tornar-se
humano -
sai para fora do coração
ardendo de pureza -
pois o fardo da vida
é o amor,
mas nós carregamos o peso
cansados
e assim temos que descansar
nos braços do amor
finalmente
temos que descansar nos braços
do amor.
Nenhum descanso
sem amor,
nenhum sono
sem sonhos
de amor -
quer esteja eu louco ou frio,
obcecado por anjos
ou por máquinas,
o último desejo
é o amor
- não pode ser amargo
não pode ser negado
não pode ser contigo
quando negado:
o peso é demasiado
- deve dar-se
sem nada de volta
assim como o pensamento
é dado
na solidão
em toda a excelência
do seu excesso.
Os corpos quentes
brilham juntos
na escuridão,
a mão se move
para o centro
da carne,
a pele treme
na felicidade
e a alma sobe
feliz até o olho -
sim, sim,
é isso que
eu queria,
eu sempre quis,
eu sempre quis
voltar
ao corpo
em que nasci.
Vou dividir um pouco com vocês a mare cômica de azar que eu estou passando.
Já que o assunto surgiu no blog, vamos discuti-lo de uma vez. Esta sociedade é mesmo estranha. Vêem os gays como aquele outro, espelho de mal-estar que reflete aquilo que tanto se teme que haja em si. O pior é que se você não ataca os gays, você é gay. A lógica é cruel. Priva-se o outro do direito de amar só porque o objeto amado é diferente do seu. Peço a todos que imaginem agora a pessoa que vocês amam. Imagine ser proibido de tocar seu rosto em público, ou ainda que alguém considere sujo você lhe dizer palavras de carinho. Condenar as pessoas a infelicidade e frustração não é algo que eu deseje fazer. Aliais, não apenas não desejo. Abomino isso.
Isso é intolerância, contra a qual sou um ativo militante. Tudo começa pequeno. Em breve, aprovam-se leis contra minorias. Muito rapidamente, essas minorias se tornam culpadas pelos defeitos do mundo, afinal, eles desvirtuam a moral. Por fim, porque não extermina-los. Alguém pensou que eu estou exagerando? Basta lembrar que já vimos algo parecido em nossa história recente, que teve efeitos devastadores.
Não rotulo as pessoas. Não olho alguém diferente por eu ser hetero e ele(a) homo. Tento não olhar negros, gays, judeus, asiáticos, mas olhar seres humanos. Iguais e com os mesmos direitos a felicidade que eu. Amem e se deixem amar! Peço apenas que não haja mais qualquer piada que pregue intolerancia de qualquer tipo neste site, ok? Pois bem, esclarecidos estes pontos, voltemos a nossa atividade normal! Paz a todos!
Essa história é 100% real, apesar de parecer ter sido retirada de um dos roteiros do Eek, the cat.
Eram 3 horas da manhã e eu me preparava para dormir. A janela do meu quarto estava aberta e a luz acesa, enquanto eu desligava o computador. De rompante, escutei um barulho acima da janela. Alguns segundos depois entrou uma rolinha no meu quarto. Muito assustada, ela se debatia. Tentei pega-la oara evitar que ela ficasse dando cabeçadas na parede enquanto tentava sair. Um belo gesto o meu, não
? Pois é, continuem lendo...
Finalmente consegui pegar a rolinha, depois dela espalhar penas por todo meu quarto. Abri mais um pouco a janela e a soltei, pensando: "Vá, que agora você está livre". Final feliz? Não...
Quando a rolinha sai voando desesperada, uma coruja (isso mesmo, uma coruja enorme!) saiu voando de cima do meu telhado e pegou a rolinha no ar! A coitada provavelmente entrou no meu quarto tentando se livrar da predadora!!!
Estaria me sentindo melhor se isso fosse mentira. Mas é tudo verdade!

|
||||
![]() | ||||
![]() | ||||
![]() | ||||
![]() | ||||
|
||||