Por ser distante

Falando sobre essa distancia, ainda que temporária, da minha poesia, roubo com o devasso ladrão de cadáveres de Stevenson, essa poesia de Cruz e Souza

LEMBRANÇAS APAGADAS

      

 

     Outros, mais do que o meu, finos olfatos,

     Sintam aquele aroma estranho e belo

     Que tu, ó Lírio lânguido, singelo,

     Guardaste nos teus íntimos recatos.

      

 

     Que outros se lembrem dos sutis e exatos

     Traços, que hoje não lembro e não revelo

     E se recordem, com profundo anelo,

     Da tua voz de siderais contatos...

      

 

     Mas eu, para lembrar mortos encantos,

     Rosas murchas de graças e quebrantos,

     Linhas, perfil e tanta dor saudosa.

      

 

     Tanto martírio, tanta mágoa e pena,

     Precisaria de uma luz serena,

     De uma luz imortal maravilhosa!...

Eventos

Olá para todos!

Espero que o feriado prolongado tenha servido para desanuviar as preocupações de todos. Fim de feriado, hora de voltar ao trabalho. Estou trabalhando em duas apresentações que farei em enventos na semana que vem. Um voltado para professores de História e Geografia, promovido pela prefeitura de Niterói, e o outro será o Simpósio Nacional de História Cultural, um mega evento que será realizado na FGV, Casa Rui Barbosa e Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ. Acho que este último deve ter temas interessantes até para quem não é historiador. Vou publicar um pequeno artigo nesse simósio e asim que ele estiver disponível (acredito que deva ser publicado também na internet), eu indico onde vocês poderão encontra-lo. O site do evento é:

http://www.cpdoc.fgv.br/simposio/htm/apresentacao.htm

Escrevendo história, sobra-me pouco tempo esta semana para escrever outras histórias mais intimistas. Assim, minhas poesias terão que esperar um pouco mais para ganhar a web...

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